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Financiamento coletivo: um mapa do tesouro para fortalecer a comunidade artística

Giana
Publicado em
05 de agosto de 2020

Falei um pouco em outro texto em como uma campanha de crowdfunding pode estabelecer vínculos e criar uma rede ao redor da arte. Uma das coisas que acho muito interessante é não só criar e produzir sua campanha em uma das plataformas, mas fazer parte de projetos muito incríveis. Ainda mais nesse momento de quarentena, onde muitas (os) artistas não podem realizar ou participar de eventos.

Você costuma apoiar projetos? Comenta aí um projeto que você apoiou e que ficou muito feliz de ter feito parte!

Se você quer fazer do apoio um hábito, ou você fica atenta (o) às redes dos artistas que você curte ou acompanha os projetos diretamente em cada site. Quando estou explorando as plataformas, sempre fico atenta para artistas que estão com campanhas, mas que também apoiam, ou seja, fortalecem a rede de artistas independentes.

Você também pode criar sua comunidade em sites como o Catarse. É possível seguir as pessoas e amigos inscritos por lá. Assim, você fica sabendo o que outras pessoas andam apoiando e ser avisado quando lançam um projeto. Essas notificações podem ser ativadas para receber por e-mail.

Existem dois tipos de apoios a projetos artísticos e culturais: os pontuais e os recorrentes. Ou seja, você pode apoiar uma campanha específica como livro, HQ ou game ou fazer uma assinatura mensal e receber recompensas mensais dos artistas que você curte e acompanhar o desenvolvimento deles.

E para que isso não se torne um texto vazio, queria falar também de coisas que eu apoio e dar um pouco mais de sentido para tudo que estou falando. Eu tenho acompanhado as assinaturas da Paloma e do Caetano Cury, com Téo e o Mini Mundo. E de campanhas para a produção de obras artísticas, apoiei A Sereia da Floresta, do Hiro Kawahara e o Projeto Hibakusha e Nympheas - Sereias pela Arte, para citar algumas coisas relacionadas com a comunidade artística. Minha história com o financiamento coletivo começou em 2017 com “Saudade”, uma HQ que foi finalista do Jabuti e ganhadora de alguns prêmios de quadrinhos.

Catarse

Para quem quer apoiar projetos, acredito que o Catarse tem os melhores mecanismos de busca e “descoberta” de projetos. Uma coisa bem legal são os “Projetos que Amamos”, onde algumas campanhas recebem um selo da curadoria da plataforma.

No site, você pode explorar por projetos pontuais ou assinaturas e algumas das temáticas são artes, literatura, quadrinhos e jogos. É possível pesquisar por categorias acrescentando informações como: Populares, Apoiados por amigos, Recentes e Reta final.

Uma dica é: vá até o fim da pesquisa, pois o algoritmo é variável de acordo com as informações atualizadas de apoios recebidos e visualizações na campanha nas últimas horas. Assim você não perde nenhum tesouro que pode estar mais ao fim.

E se você não puder apoiar naquele momento, é só clicar em lembrete. O Catarse vai te avisar quando a campanha estiver finalizando e você não corre risco de esquecer de contribuir com seu apoio.

Benfeitoria

Acompanhei um evento com eles em parceria com o Sebrae e achei a plataforma bem interessante para artistas. Porém, na busca por projetos tive um pouco de dificuldade (talvez se as características de cultura e arte fossem mais delimitadas, seria melhor para o usuário - praticamente nunca apoiei projetos de música, meus apoios mais recorrentes são em Literatura, Quadrinhos e Artes Visuais).

Você pode pesquisar pelo nome de algum projeto específico ou palavra-chave, como por exemplo “quadrinhos”. O mecanismo de pesquisa permite que você encontre projetos: de todos os tipos, em reta final, recém-lançados e recorrentes.

Apoia-se

Tive um pouco de dificuldade de acessar a barra de pesquisa no site, porém, abaixo eles tem uma lista de categorias. Acredito que seja a mais completa! Achei interessante que o autor da campanha, pode inscrever seu projeto em mais de um tema. O Apoia-se tem uma área de “Campanhas em destaque”, com alguns projetos selecionados.

Essas são as principais plataformas que conheço e tenho acompanhado. Se tiver sugestão de alguma outra é só mencionar nos comentários. 🙂

E porquê eu mencionei no título que considero o financiamento coletivo um mapa do tesouro? Primeiro, porque há tantos projetos incríveis e alguns deles não seriam facilmente encontrados para comercialização em grandes editoras ou lojas. Há verdadeiros tesouros vindo ao mundo e o mais recompensador é a oportunidade de fazer parte e fazer parte da jornada de tanta gente inspiradora.

A arte em destaque é um modelo de Alberthe Rosschou

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